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Campanha Pelo Gurupi

PARTICIPE!!

Escute aqui um trecho do Boi de Matraca

Com a finalidade de chamar a atenção contra o desmatamento em toda a região do Gurupi (Rebio e Área Indígenas adjacentes) escrevi um breve email enunciando as principais características da região e os problemas atuais que enfrenta para encaminhá-lo às entidades como instituições públicas, ONG' S, governo estadual e federal, ministério, etc.

O próximo passo agora é fazer uma outra carta, mais detalhada, que já comecei a redigir para depois encaminhá-la ao maior número de pessoas e instituições públicas e privadas possíveis; e para dar força e apoio à mesma, pretendo reunir cerca de 1000 assinaturas com as devidas procedências (cidade e estado ou país).

A nova política do atual governo contra a devastação da Amazônia é dirigida mais especificamente a uma área desta enorme região chamada de "Arco do Desmatamento", região compreendida pela fronteira sul deste bioma (estados de Rondônia, Mato Grosso e sul do Pará). A ministra Marina Silva a renomeou "Arco do Desenvolvimento Sustentável" visando desenvolver políticas e criar estratégias para um desenvolvimento humano sustentado na área em questão, visto que a região é de fronteira agrícola não só de subsistência, mas também extensiva, principalmente a da soja. Entretanto, infelizmente o Maranhão, o Tocantins(região do Bico do Papagaio) e o leste do Pará, ou seja, a área da Amazônia Oriental, que é a mais ameaçada de todas, não foi incluída no programa.

A meta desta campanha é incluir tais áreas no Arco do Desenvolvimento Sustentável e chamar a atenção principalmente para a reserva biológica do Gurupi, o maior remanescente florestal desta área e refúgios de espécies ameaçadas de extinção e outras endêmicas da Amazônia Oriental, além de propor uma mudança na categoria da reserva para Reserva de Desenvolvimento Sustentável (como Mamirauá, no Amazonas) ou para Parque Nacional. No caso do Parque Nacional, os objetivos seriam estimular o conhecimento e a divulgação da área, chamar a atenção das autoridades e instituições privadas, estaduais, federais e não governamentais, concretizar sua administracao, melhorar a infra estrutura do parque e incrementar as facilidades e o acesso, favorecer a pesquisa, efetivar sua demarcação e gerar renda e emprego para os índios e demais nativos. Com certeza potencial a área tem de sobra e seria um grande sucesso como Parque Nacional para brasileiros e extrangeiros ávidos em conhecer a floresta amazônica e vivenciar o ambiente e sua cultura. Falta a garra governamental para afastar os invasores da selva e força de vontade por conhecer a área, despertar o conhecimento e a educação ambiental no estado como um todo e tomar ações corretivas e preventivas por parte da sociedade civil e de instituições públicas e privadas tais como as universidades, escolas, museus, entidades científicas, indústrias e empresas de todos os níveis, repartições públicas; enfim, a sociedade maranhense e brasileira como um todo.


Rafael dos Santos Marques,
info@amazoniamaranhense.com



* Mapa da Amazônia Oriental