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Maranhão, Amazônia, Brasil |
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"O Maranhão reúne no mesmo território a luminosidade do Nordeste com a
biodiversidade e exuberância da Amazônia"
"O Maranhão é uma Amazônia disfarçada de Nordeste"
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Escute aqui um trecho do Hino não Oficial do Maranhão 
Mapa Rodoviário e Político do Maranhão, em pdf
Mapa da Vegetação do maranhão
MAPA DA ILHA DE SãO LUÍS
Corredor de Biodiversidade Sul-Amazônico
Unidades de Conservação




Mapa da Amazônia Oriental
A AMAZÔNIA, A BACIA AMAZÔNICA, A AMAZÔNIA MARANHENSE E A PRÉ-AMAZÔNIA MARANHENSE: CONCEITOS, DEFINIÇÕES E CARACTERÍSTICAS
A Amazônia é a maior floresta tropical do planeta (40% das florestas tropicais do mundo) e a de maior biodiversidade. Muitas espécies de plantas e animais ainda estão por descobrir em seu vasto domínio, assim como ainda existem grupos indígenas isolados do contato com a chamada civilização. Isto torna o Brasil, somando os biomas do Pantanal, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica o país da megabiodiversidade e da riqueza cultural. Cerca de 60% da Amazônia está no Brasil e ainda distribui-se pela Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colombia, Equador, Peru e Bolivia. Para facilitar a administração da área no Brasil, o Governo Federal instituiu, em 1966, que os estados do Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins e partes do Mato Grosso e Maranhão formam a chamada Amazônia Legal. Os limites da Amazônia Legal nem sempre correspondem aos da Amazônia Brasileira propriamente dita. No caso do Maranhão, está definida pelo oeste do paralelo 44, o que está correto como limite do bioma, mas também inclui os cerrados do sul do Maranhão, que já se encontram fora da Amazônia propriamente dita. No caso do Mato Grosso e Tocantins, a Amazônia Legal os abrange por completo, mas o domínio amazônico atinge Mato Grosso apenas em sua porção norte e o Tocantins em sua ponta norte (Bico do Papagaio) e na região fronteiriça com o Pará e Mato Grosso, já em zona de transição para o Cerrado.
A Amazônia estende seus domínios para muito além da bacia amazônica. A chamada "hiléia" ou floresta chega também na zona bragantina do Pará, Maranhão, Guiana Francesa, Suriname e Guiana, cujos rios correm para o mar. Entretanto, a zona centro-norte e oeste do Maranhão é constituída por uma grande planície caracterizada por um clima que vai do equatorial ao tropical úmido cortada por algumas serras de baixa altitude e atravessada por grandes e perenes rios que se assemelha às planícies da chamada bacia amazônica, como se fosse uma espécie de "prolongamento" destas. O Golfão Maranhense também é como uma reprodução em menor escala do Delta Amazônico, com a ocorrência da formação de várias ilhas fluvio-marítimas, extensos manguezais e fenômenos idênticos como a pororoca dos rios Araguari no Amapá, do próprio Amazonas e do Mearim no Maranhão. Muitos dos grandes rios da bacia amazônica também não nascem neste bioma; vide o caso do estado do Tocantins, atravessado por dois grandes rios da bacia amazônica (Araguaia e Tocantins), mas que nascem no cerrado e atravessam a maior parte do estado dentro do cerrado. Já quando o rio Tocantins chega a delimitar a fronteira do Maranhão com o estado do mesmo nome, se insere no domínio dos chamados cerrados setentrionais, diferentes dos meridionais (ex.Goiás, Mato Grosso do Sul), e anunciantes da grande floresta, assim como nos domínios pré-amazônico e amazônico.
Em outras palavras, a bacia amazônica (bacia do rio Amazonas) não delimita a extensão da Amazônia. A Amazônia deve deixar de ser comumente associada por leigos apenas à floresta e à bacia do rio Amazonas para definir uma região geomorfoclimática como um todo. A Amazônia como tal é uma região que abriga variados ecossistemas semelhantes e também específicos em clima, flora e fauna. Ao contrário do que muitos pensam, a Amazônia não é apenas uma grande planície coberta de floresta densa, contínua e homogênea. É bem verdade que as matas de terra firme, que constituem as florestas ombrófilas densas em sua maior parte, compõem a quase totalidade do bioma, com 90%. Entretanto, a floresta não é homogênea e se apresenta sob a forma de campinaranas, florestas estacionais deciduais e semi-deciduais, campinas,savanas, cerrados, várzeas e igapós, florestas semi-deciduais e deciduais, cocais, campos inundados, e até as chamadas caatingas amazônicas, distribuídos por planícies, vales, chapadas, serras e vários tipos de depressões. Cabe aqui lembrar que a região abriga os pontos mais altos do território nacional, o Pico da Neblina, com 3014 m e o 31 de março, com 2992 m; os extensos lavrados(tipo savanas) de Roraima, as florestas de campinaranas(transição das campinas para a floresta densa) do rio Negro e campos inundáveis(semelhantes aos da Baixada) que cobrem metade da Ilha do Marajó.
Neste contexto, devemos nos lembrar que uma parte considerável da floresta amazônica já foi devastada e fragmentada (principalmente no leste do Pará, Maranhão e Tocantins(Amazônia Oriental), Rondônia e Mato Grosso), mas nem por isso tais áreas deixam de ser amazônicas no clima, vegetação nativa predominante, hidrografia e relevo. Algumas vezes por excessiva destruição dos ecossistemas, ocorre a chamada desertificação (exposição dos solos argilosos), em que os solos tornam-se inviáveis para o crescimento espontâneo de qualquer planta ou para a plantação, descaracterizando por completo a região. Mas na maioria das vezes, ocorrem sucessões florestais (matas antropogênicas) com espécies tipicamente amazônicas ou espécies amazônicas dominantes (ex. castanhais, bambus, cocais). No caso do Maranhão, em áreas já devastadas ou fragmentadas, observa-se muito o domínio das matas de cocais (principalmente babaçu) sobre outras espécies, visto que esta espécie parece ser a mais resistente às queimadas e à erosão do solo. Portanto, no Maranhão a região amazônica propriamente dita é compreendida pelas regiões a oeste do paralelo 44 menos os cerrados do sul-maranhense; inclui-se aí todo o litoral ocidental até a baía do Tubarão (extensão do chamado litoral norte, que inclui São Luís), toda a baixada maranhense (espécie de prolongamento das várzeas da bacia amazônica e dos campos do Marajó), os vales dos extensos e perenes rios Gurupi, Turiaçu, Pindaré, Grajaú e Mearim até mais ou menos a região de Grajaú, tornando-se difícil muitas vezes definir onde começa um bioma e termina o outro e o traçado que delimita o bioma nunca é retilíneo. Assim sendo, a cidade de São Luís seria a terceira maior da Amazônica e um dos seus portais litorâneos e Imperatriz a segunda maior do interior da Amazônia e um dos seus portais interioranos.
Isso quer dizer que, no Maranhão, as áreas compreendidas por essas regiões que hoje estão devastadas ou fragmentadas em sua maior parte (cerca de 69%, o pior índice da Amazônia Brasileira), outrora foram cobertas pela mais exuberante floresta tropical densa e ecossistemas associados. Esse cenário compõe mais de um terço do estado, todo o oeste e centro-norte; as áreas adjacentes são conformadas por ecótonos(área de transição) ou as formações florestais pré-amazônicas propriamente ditas, que abrange algumas áreas próximas à fronteira leste com o Piauí (zonas de transição para o domínio da Caatinga e parte do Cerrado) e as regiões de tensão ecológica com os cerrados do sul do Estado (como exemplo da Pré-Amazônia está o Parque Estadual do Mirador). Colonizadores e cientistas que visitaram o litoral e o interior do Maranhão na época colonial nos deixaram relatos das paisagens, fauna e flora tipicamente amazônicas e bem distintas daquelas encontradas nas capitanias do Nordeste. A distância e a dificuldade de acesso deixou o Maranhão e todo o norte do país no primeiro século isolados do contato com o restante da colônia e a mercê de piratas franceses, ingleses, espanhóis e holandeses. Com a definitiva expulsão dos franceses em São Luís dá-se início a ocupação portuguesa efetiva no Maranhão em particular e na Amazônia em geral.

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color="#006600" size="2">"O Maranhão reúne no mesmo território a luminosidade do Nordeste com a biodiversidade e exuberância da Amazônia""O Maranhão é uma Amazônia disfarçada de Nordeste" | Escute aqui um trecho do Hino não Oficial do Maranhão 
Mapa Rodoviário e Político do Maranhão, em pdf Mapa da Vegetação do maranhão MAPA DA ILHA DE SÃO LUÍS Corredor de Biodiversidade Sul-Amazônico Unidades de Conservação 


 Mapa da Amazônia Oriental
A AMAZÔNIA, A BACIA AMAZÔNICA, A AMAZÔNIA MARANHENSE E A PRÉ-AMAZÔNIA MARANHENSE: CONCEITOS, DEFINIÇÕES E CARACTERÍSTICAS A Amazônia é a maior floresta tropical do planeta (40% das florestas tropicais do mundo) e a de maior biodiversidade. Muitas espécies de plantas e animais ainda estão por descobrir em seu vasto domínio, assim como ainda existem grupos indígenas isolados do contato com a chamada civilização. Isto torna o Brasil, somando os biomas do Pantanal, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica o país da megabiodiversidade e da riqueza cultural. Cerca de 60% da Amazônia está no Brasil e ainda distribui-se pela Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colombia, Equador, Peru e Bolivia. Para facilitar a administração da área no Brasil, o Governo Federal instituiu, em 1966, que os estados do Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins e partes do Mato Grosso e Maranhão formam a chamada Amazônia Legal. Os limites da Amazônia Legal nem sempre correspondem aos da Amazônia Brasileira propriamente dita. No caso do Maranhão, está definida pelo oeste do paralelo 44, o que está correto como limite do bioma, mas também inclui os cerrados do sul do Maranhão, que já se encontram fora da Amazônia propriamente dita. No caso do Mato Grosso e Tocantins, a Amazônia Legal os abrange por completo, mas o domínio amazônico atinge Mato Grosso apenas em sua porção norte e o Tocantins em sua ponta norte (Bico do Papagaio) e na região fronteiriça com o Pará e Mato Grosso, já em zona de transição para o Cerrado. A Amazônia estende seus domínios para muito além da bacia amazônica. A chamada "hiléia" ou floresta chega também na zona bragantina do Pará, Maranhão, Guiana Francesa, Suriname e Guiana, cujos rios correm para o mar. Entretanto, a zona centro-norte e oeste do Maranhão é constituída por uma grande planície caracterizada por um clima que vai do equatorial ao tropical úmido cortada por algumas serras de baixa altitude e atravessada por grandes e perenes rios que se assemelha às planícies da chamada bacia amazônica, como se fosse uma espécie de "prolongamento" destas. O Golfão Maranhense também é como uma reprodução em menor escala do Delta Amazônico, com a ocorrência da formação de várias ilhas fluvio-marítimas, extensos manguezais e fenômenos idênticos como a pororoca dos rios Araguari no Amapá, do próprio Amazonas e do Mearim no Maranhão. Muitos dos grandes rios da bacia amazônica também não nascem neste bioma; vide o caso do estado do Tocantins, atravessado por dois grandes rios da bacia amazônica (Araguaia e Tocantins), mas que nascem no cerrado e atravessam a maior parte do estado dentro do cerrado. Já quando o rio Tocantins chega a delimitar a fronteira do Maranhão com o estado do mesmo nome, se insere no domínio dos chamados cerrados setentrionais, diferentes dos meridionais (ex.Goiás, Mato Grosso do Sul), e anunciantes da grande floresta, assim como nos domínios pré-amazônico e amazônico.
Em outras palavras, a bacia amazônica (bacia do rio Amazonas) não delimita a extensão da Amazônia. A Amazônia deve deixar de ser comumente associada por leigos apenas à floresta e à bacia do rio Amazonas para definir uma região geomorfoclimática como um todo. A Amazônia como tal é uma região que abriga variados ecossistemas semelhantes e também específicos em clima, flora e fauna. Ao contrário do que muitos pensam, a Amazônia não é apenas uma grande planície coberta de floresta densa, contínua e homogênea. É bem verdade que as matas de terra firme, que constituem as florestas ombrófilas densas em sua maior parte, compõem a quase totalidade do bioma, com 90%. Entretanto, a floresta não é homogênea e se apresenta sob a forma de campinaranas, florestas estacionais deciduais e semi-deciduais, campinas,savanas, cerrados, várzeas e igapós, florestas semi-deciduais e deciduais, cocais, campos inundados, e até as chamadas caatingas amazônicas, distribuídos por planícies, vales, chapadas, serras e vários tipos de depressões. Cabe aqui lembrar que a região abriga os pontos mais altos do território nacional, o Pico da Neblina, com 3014 m e o 31 de março, com 2992 m; os extensos lavrados(tipo savanas) de Roraima, as florestas de campinaranas(transição das campinas para a floresta densa) do rio Negro e campos inundáveis(semelhantes aos da Baixada) que cobrem metade da Ilha do Marajó. Neste contexto, devemos nos lembrar que uma parte considerável da floresta amazônica já foi devastada e fragmentada (principalmente no leste do Pará, Maranhão e Tocantins(Amazônia Oriental), Rondônia e Mato Grosso), mas nem por isso tais áreas deixam de ser amazônicas no clima, vegetação nativa predominante, hidrografia e relevo. Algumas vezes por excessiva destruição dos ecossistemas, ocorre a chamada desertificação (exposição dos solos argilosos), em que os solos tornam-se inviáveis para o crescimento espontâneo de qualquer planta ou para a plantação, descaracterizando por completo a região. Mas na maioria das vezes, ocorrem sucessões florestais (matas antropogênicas) com espécies tipicamente amazônicas ou espécies amazônicas dominantes (ex. castanhais, bambus, cocais). No caso do Maranhão, em áreas já devastadas ou fragmentadas, observa-se muito o domínio das matas de cocais (principalmente babaçu) sobre outras espécies, visto que esta espécie parece ser a mais resistente às queimadas e à erosão do solo. Portanto, no Maranhão a região amazônica propriamente dita é compreendida pelas regiões a oeste do paralelo 44 menos os cerrados do sul-maranhense; inclui-se aí todo o litoral ocidental até a baía do Tubarão (extensão do chamado litoral norte, que inclui São Luís), toda a baixada maranhense (espécie de prolongamento das várzeas da bacia amazônica e dos campos do Marajó), os vales dos extensos e perenes rios Gurupi, Turiaçu, Pindaré, Grajaú e Mearim até mais ou menos a região de Grajaú, tornando-se difícil muitas vezes definir onde começa um bioma e termina o outro e o traçado que delimita o bioma nunca é retilíneo. Assim sendo, a cidade de São Luís seria a terceira maior da Amazônica e um dos seus portais litorâneos e Imperatriz a segunda maior do interior da Amazônia e um dos seus portais interioranos. Isso quer dizer que, no Maranhão, as áreas compreendidas por essas regiões que hoje estão devastadas ou fragmentadas em sua maior parte (cerca de 69%, o pior índice da Amazônia Brasileira), outrora foram cobertas pela mais exuberante floresta tropical densa e ecossistemas associados. Esse cenário compõe mais de um terço do estado, todo o oeste e centro-norte; as áreas adjacentes são conformadas por ecótonos(área de transição) ou as formações florestais pré-amazônicas propriamente ditas, que abrange algumas áreas próximas à fronteira leste com o Piauí (zonas de transição para o domínio da Caatinga e parte do Cerrado) e as regiões de tensão ecológica com os cerrados do sul do Estado (como exemplo da Pré-Amazônia está o Parque Estadual do Mirador). Colonizadores e cientistas que visitaram o litoral e o interior do Maranhão na época colonial nos deixaram relatos das paisagens, fauna e flora tipicamente amazônicas e bem distintas daquelas encontradas nas capitanias do Nordeste. A distância e a dificuldade de acesso deixou o Maranhão e todo o norte do país no primeiro século isolados do contato com o restante da colônia e a mercê de piratas franceses, ingleses, espanhóis e holandeses. Com a definitiva expulsão dos franceses em São Luís dá-se início a ocupação portuguesa efetiva no Maranhão em particular e na Amazônia em geral. 
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