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No ano de 1970, uma engenheira agrônoma de nome Rosa Mochel que morava no Sítio Piranínga situado no Maracanã (localidade do interior da ilha de São Luís) e que já havia observado a abundante produção de juçara no local e seu pequeno mercado consumidor, insuficiente para o escoamento de toda a produção, resolveu organizar uma festa que acabasse com esse problema e pudesse trazer uma renda extra para a população local. Então, no mês de outubro deste mesmo ano realizou-se a primeira, de mais de trinta, Festa da Juçara. Ela é realizada em um parque localizado ao lado da casa de dona Cotinha, representante da Associação dos Amigos da Festa da Juçara e a maior responsável, da comunidade, pela festa, hoje, pois agora quem organiza a festa e distribui as barracas de venda de juçara é o Governo do Estado. A Festa da Juçara é realizada sempre nos finais de semana no mês de outubro. O motivo principal da Festa acontecer nesta época é o amadurecimento da fruta neste período do ano e é nesta época, também, que a juçara alcança seu maior preço no mercado da cidade, por causa de sua grande procura.
No mesmo local em que é realizada a Festa da Juçara, realiza-se, também, o Arraial de São João do Maracanã, de 18 de junho a 4 de julho com o encerramento sendo feito com a apresentação do Boi do Maracanã, um dos mais famosos bois de matraca do estado. No restante do ano há serestas e outras festas da comunidade no local. É possível que as pessoas que visitem o local conheçam uma trilha (dentre outras), aberta entre os pés de juçara, guiadas por estudantes da própria comunidade. A juçara ainda possibilita outra renda para a população, o artesanato de palhas de juçara e buriti que são vendidos no local da festa e em alguns stands espalhados pela cidade. A festa da juçara é a maior celebração oficial de uma fruta tipicamente amazônica no calendário cultural do estado. O local da festa dispõe de toda uma estrutura de barracas de venda da juçara pra tomar com camarão seco, peixe frito, farinha ou tapioca, com ou sem açucar e derivados da mesma em forma de licores, bombons, doces, sorvetes, etc.. complementada pelas mais variadas comidas e bebidas típicas maranhenses, com venda de artesanato maranhense, palco para shows de cantores populares e grupos folclóricos, venda de plantas ornamentais e trilhas em meio a vegetação nativa. Parque Ecológico do Maracanã Em busca da preservação da biodiversidade foi criado, em 1990, o Parque Ecológico do Maracanã, que atualmente faz parte das atrações turísticas do local. A idéia do parque surgiu do professor e engenheiro agrônomo João de Souza Guimarães, o "Joca". Ele registra a importância de conscientização da população sobre a preservação do meio ambiente, principalmente dos rios, entre eles o riacho Bacanga, um dos principais afluentes do Batatã que abastece parte de São Luís. Esse trabalho é feito a partir de palestras em escolas e conta com um grupo de 30 crianças e adolescentes que estão sendo treinadas e educadas para a preservação ambiental e para servirem de guias turísticos do Parque, e, no futuro, como multiplicadores e responsáveis pelo equilírio ecológico da região. As crianças são responsáveis ainda pela coleta das sementes, replantio, venda e distribuição das mudas, na comunidade e aos visitantes.
As sessenta espécies de plantas, por ele catalogadas dentro do Parque, receberam placas de indentificação, a fim de facilitar a orientação de guias e turistas. Observa-se nas trilhas a beleza de plantas nativas amazônicas e do cerrado, além de outras trazidas de diversas regiões do Brasil como os juçarais, a andiroba, cedro, cumaru, pau-brasil, buriti, babaçu, seringueira, árvore da amizade, bacabeira, eucalipto, teca, que segundo Joca, é utilizada para fazer moldes de avião. Vê-se ainda uma das árvores de madeira nobre mais cara do mundo, o mogno. O parque dispõe de três trilhas diferentes e é regularmente visitado por muitas escolas, universidades. Está aberto à visitação regular. |